Mulher se revolta ao ser barrada em banco e fica completamente nua

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Caso aconteceu na manhã desta terça-feira (10) em Guarujá, SP.
Depois de fazer várias reclamações, ela foi autorizada a entrar no banco.

Uma cliente de uma agência bancária em Guarujá, no litoral de São Paulo, se revoltou ao ser barrada na entrada do estabelecimento e resolveu protestar, ficando completamente nua diante dos demais clientes e seguranças. O protesto aconteceu na manhã desta terça-feira (10), após ela não conseguir passar pelo detector de metais sem que o aparelho apitasse.
Vários clientes que já estavam dentro do estabelecimento, ou que esperavam para entrar, registraram o protesto, que aconteceu em uma agência do Banco do Brasil no Centro de Guarujá. Segundo testemunhas, os seguranças alegaram que ela escondia algum objeto de metal e, após uma grande discussão, ela tomou a decisão de tirar as roupas e os acessórios que portava.
Já nua, a cliente voltou a discutir com os seguranças, e os funcionários acabaram concordando em deixá-la entrar no banco. Por volta das 15h, ainda não havia ocorrências relacionadas ao caso registradas nas delegacias da cidade.

Mulher que ficou nua em banco diz que segurança foi rude: 'Desrespeito'

Aurea conta que esvaziou a bolsa, mas segurança barrou sua entrada.
Professora fala que não quis constranger as pessoas e que foi aplaudida.

A professora que ficou nua na porta giratória de uma agência do Banco do Brasil em Guarujá, no litoral de São Paulo, após não ter o acesso liberado, falou sobre o que a motivou a tirar a roupa na frente de clientes e funcionários. Aurea, que prefere não divulgar seu sobrenome, afirmou, em entrevista ao G1, que foi desrespeitada e que só se despiu porque achou que não havia outra opção e precisava entrar na agência, da qual é cliente há 15 anos.

Aurea conta que foi até o banco para atualizar os seus dados cadastrais. “Cheguei na agência e fiquei esperando na fila para entrar. Comecei a tirar da bolsa as coisas que poderiam travar a porta. Quando passei, o alarme apitou. Esvaziei a bolsa por inteiro e mostrei para o segurança que só ficaram os meus colares. O rapaz mandou eu tirá-los, o que eu neguei”, conta.
Em seguida, Aurea se afastou da porta. Ela relata que conseguiu pegar o celular e ligar para seu gerente. “Contei para uma moça que atendeu que estava na porta e que o segurança não estava liberando a minha entrada. Eu não estava pondo o banco em risco. Logo chegou uma moça perguntando se era eu quem estava tumultuando a porta giratória. Eu respondi que não e que o guarda não liberou a entrada porque eu teria que tirar os colares. Mas meus colares não são bombas”, diz.

Aurea lembra que, ainda assim, a mulher disse que ela teria que tirar os colares, ou estaria contrariando a lei. Nesse momento, a professora entrou na porta, que estava travada. “O segurança disse que não ia abrir porque eu era prepotente. A moça ficou sem saber o que falar e eu disse que a polícia teria que verificar isso, porque eu não tinha nada. Nessa hora, tirei a parte de baixo da roupa e falei que não tinha nenhuma arma. Perguntei se estava bom assim, mas o segurança se negou a abrir a porta, foi quando eu tirei o resto da roupa”, conta.
A professora explica que também queria sacar dinheiro e que ficou brava. “Várias pessoas apareceram do lado de dentro do banco. Eu acho que eram gerentes, dentre os quais o meu. Eu perguntei: ‘Se eu colocar a roupa, posso entrar?’ Só então me liberaram. Eu me vesti, coloquei o celular de volta na bolsa e passei pela porta. Nesse momento, as pessoas me aplaudiram”, lembra.

Policiais militares chegaram à agência depois de algum tempo e registraram um Boletim de Ocorrência. Ao sair do banco, Aurea afirma que o segurança que a barrou já não estava mais na porta. “Eu notei que haviam trocado os guardas. O rapaz estava do lado de fora e não controlava mais a porta. Uma moça estava no lugar dele”, diz.
Aurea desabafa e conta que não imaginava que sua ação teria tanta repercussão. “Eu não gosto de me expor. Tenho 68 anos. Se fosse uma garota bonitinha, poderiam dizer: ‘Ah, ela quer se mostrar’. Mas é o contrário. Eu tive câncer de intestino, tenho uma cicatriz grande e não gosto de mostrar. Só que, na hora, eu nem lembrei disso, fui obrigada, induzida. Eu não podia entrar no banco porque havia objetos que a porta não deixava passar. Fui desrespeitada, mas a intenção não era constranger as pessoas. Eu tirei as roupas sem pensar, achei que era a única maneira de conseguir entrar no banco. Não foi uma agressão a ninguém. Muitas pessoas me ligaram e disseram que eu tive coragem, e que já pensaram em fazer isso. Eu não quero levantar uma bandeira, mas, de fato, se isso valer para que as pessoas não sejam mais humilhadas, minha exposição já gerou alguma coisa boa”, conclui.

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